May 2012
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O Velho
Viajar é esse lugar pra dar passagem, é desgarrar fronteira inventada na gente e abrir as portas da percepção. É dar intenção pro novo e sentido pra liberdade.
Aprendi a caminhar do meu jeito e observar despretenciosamente os fatos, nesse nascer antropológico de conhecer gente; e gente incrível tem em todo canto do mundo, e nem precisa ser canto quando a gente pode ser mundo.
É óbvio ser...
Pra falar de amor não precisa de português correto e tal, não precisa nem de português, não precisa nem falar nada.
Se silencio é pra te dizer que te amo no vento que canta tua janela.
April 2012
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Talvez um dia eu aprenda que o mundo não vai acabar hoje, que essa não é minha última hora – talvez eu aprenda um dia – até lá vou amar como se não houvesse amanhã.
Amar é esse livro todo escrito, e que algumas vezes não tem palavras.
É sempre assim que a saudade me assalta, com esse vandalismo de arremessar garrafas ao mar.
saudade dos telefones antigos da ligação por pulso que cobravam impulso e ligavam a gente pelos fios enrolados e não importunavam os momentos alheios porque telefone antigo morava em casa e a gente morava no mundo
Dessa viagem
Seguindo o fluxo das voltagens, o caminho se faz passagem em eletricidade, assim me deixo pra trás e levo bagagens nessa viagem, que é o tempo.
Largar-se para o caminho é mergulhar no abismo do inevitável, permitindo as surpresas diante da impermanência, tendo a inconstância como o poente fato que alimenta uma vida inteira.
E o que fazer diante de uni-verso que é uma vida vestindo o alforje...
loucos cada um por si e com a razão de loucos um pelo outro
Se vieres contando estrelas te espero cantando, e te canto tocando o único violão que sei dedilhar.
Que bom que tem um novo planeta habitável, talvez eu possa morar lá!
Vou de veleiro novo em folha.
Quero espaço, mas só se for com licença poética.
Sabe quando o relógio enforca, o tempo calça e aperta o calo, e não é mais possível caminhar? Estou assim e com as válvulas estanques do coração.
eu mesmo não sei das coisas sei de mim; e que de nada serve; e que nunca findo, porque de finito já me basta o momento.
e o resto: in-finito sem limites de fora pra dentro.
Assim que explodem os sonhos.
Tudo faz diferença, obvio! Mas diferente disso, in-difiro, e acerto as válvulas do meu coração pro sangue correr e dar passagem.
Assim passo batido, porque sou de atropelos.
Se eu fosse poeta, vagabundo e pescador diria: Não pesco, lanço garrafas ao mar e trago sereias.
E não sou, mas é um pensamento engraçado, então rio.
Porque de risadas sou. e gosto do mar, porque quando rio encontro o mar, e amor!
O que acontece no fundo do coração?
Neste lugar em que a liberdade me tirou o chão, construi uma casa sem teto e sem paredes, e todas as noites podia tatear estrelas com a ponta dos dedos e o pensamento nos meus pés, assim, pensava eu de caminhos descalços.
Foi lá que descobri uma vida sem paredes mesmo quando entre quatro delas. E isso era o desejo mais profundo, o desejo de não desejar.
Um desejo de ser justo de amar sem...
Mesmo que eu vá ou que eu fique,
Eu nunca partirei.
Porque já não existem dois pontos no espaço,
E dessa forma somos todos um só.
Esse é o uni-verso,
Essa é a nova forma da liberdade.
November 2010
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April 2010
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Conto de Facas
September 2009
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Mamiya
July 2009
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